Hoje eu vejo em seus olhos o cansaço
Que há muito eu sinto em mim.
De passos apressados,
Noites mal dormidas,
De um ano que chega ao fim
E ninguém viu ao certo o que passou.
Se hoje já é sexta,
Amanhã certamente já será outra vez!
Porque por onde passo
Só vejo passos apressados
O que faço ou o que não fiz
Tudo o que sei é que estou neste mundo apressado.
Muitos anos de vida
Ou quase nada para alguns!
Somo apenas céus acinzentados
Sob concretos indefinidos.
Vejo uma multidão aglomerada
Apenas pessoas que vão e vem,
É como eu sempre digo
Este é um mundo muito apressado!
Em outras épocas,
O mundo não tinha tanta pressa.
Caminhava a passos lentos,
Aos trotes ou a galopes.
E eu bem que poderia ver a sua face
Ou até ouvir os seus sussurros,
Mas o que posso fazer se não vejo você?
Vivo num mundo muito apressado!
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