O Coluna é um espaço voltado ao entretenimento casual. Acompanhem os fatos ao pé da letra de um jeito diferente e se gostarem, podem até deixar sua opinião sobre o assunto em pauta que lhe for do agrado. O Coluna usa os olhos e a imaginação de um ser com qualidades e defeitos para relatar peripécias e acontecimentos, fatos reais ou imaginários de um jeito peculiar – às vezes romântico, noutras espirituoso, espalhafatoso ou até mesmo atrevido. Boa leitura e diversão! Ass.: O Coluna - Ricardo
Seja Bem Vindo!
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segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Mulher e Aço Forjados
Pede-se: gentilezas
Gestos e sutilezas
De uma natureza
Quase sempre máscula.
Mas onde está ela
Aquela que se farta
Desmancha-se
Diante do seu declamador?
Mais uma vez pede-se:
Questionar modos e
Cortesias, gestos e
Sentimentos...
Mas onde está ela
Cuja ninfa se aconchega
Olhos insaciáveis diante
Do seu poeta?
Oh mulher! ...
Exclama o outro lado;
Aquele, cujas palavras
Transcreve em folhas
Que caem num outono desabitado.
Poemas, sonetos e
O que mais restou...
De uma época quase sempre,
Agora, nostálgica.
O delicado e a graciosidade
Se fundem com o aço
Já nem mesmo as cortesãs
Tem mais o seu charme.
Mulher e aço
Forjam a nova natureza,
Desdenha a outra aquela
Agora, Amazonas do novo mundo.
A outra aquela
Não sabe, não conhece
Apenas espreita
Para depois, mais uma vez, sofrer.
Assim, ela questiona
Os por quês
Da falta de cavalheirismo
Da indiferença e do desafeto.
Oh mulher! ...
Exclama o outro lado,
Aquele, cujos gestos
Declama em seu coração
Único ouvinte de fato.
Poemas, sonetos e
O que mais restou...
Para quem declamar
Se não para o acaso.
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