Seja Bem Vindo!

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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Mulher e Aço Forjados



Pede-se: gentilezas
Gestos e sutilezas
De uma natureza
Quase sempre máscula.

Mas onde está ela
Aquela que se farta
Desmancha-se
Diante do seu declamador?

Mais uma vez pede-se:
Questionar modos e
Cortesias, gestos e
Sentimentos...

Mas onde está ela
Cuja ninfa se aconchega
Olhos insaciáveis diante
Do seu poeta?

Oh mulher! ...

Exclama o outro lado;
Aquele, cujas palavras
Transcreve em folhas
Que caem num outono desabitado.

Poemas, sonetos e
O que mais restou...
De uma época quase sempre,
Agora, nostálgica.

O delicado e a graciosidade
Se fundem com o aço
Já nem mesmo as cortesãs
Tem mais o seu charme.

Mulher e aço
Forjam a nova natureza,
Desdenha a outra aquela
Agora, Amazonas do novo mundo.

A outra aquela
Não sabe, não conhece
Apenas espreita
Para depois, mais uma vez, sofrer.

Assim, ela questiona

Os por quês
Da falta de cavalheirismo
Da indiferença e do desafeto.

Oh mulher! ...

Exclama o outro lado,
Aquele, cujos gestos
Declama em seu coração
Único ouvinte de fato.

Poemas, sonetos e
O que mais restou...
Para quem declamar
Se não para o acaso.

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