Seja Bem Vindo!

Seja bem vindo!

sábado, 21 de agosto de 2010

Dança comigo?

Não esteja apenas olhando,
Espreitando... se aconchegue;
Divida esta pista da vida comigo,
Compartilhe do meu calor
E sinta todo o meu amor.


Há muito espaço no salão,
Muitas músicas a serem tocadas,
Muitas horas até o sol surgir.


Não esteja desconfortável,
Insegura... se aconchegue;
Abrace-me e dance juntinho,
Deixe-me ver a vida através dos seus olhos
E veja-a também através dos meus.

Há muito estou só,
Muitas noites intermináveis,
Sem o doce sabor da sua boca.

Não esteja apenas fugindo,
Se iludindo por outro;
Estou aqui, tome as minhas mãos
E me acompanhe nesta dança.
Compartilhe o primeiro de muitos beijos.

Há muito não danço,
Há muito te espero,
Há muito anseio...

Então, dança comigo?

Eleições 2.010!!!



As eleições estão aí e o “O Coluna” não poderia deixar de dar seu parecer, sua visão. Seu palpite não, porque “O Coluna” não toma partido de ninguém. Apenas participa como qualquer outra fonte de informação sem interesse próprio, visando apenas o interesse em ter, ou ver seu país, um dia quem sabe, sob os cuidados e administrado por pessoas que realmente se importem com os brasileiros - com as nossas crianças, nossa fauna, ensino, saúde e segurança pública. E não “estes” carniceiros e vendidos que temos hoje, quase todos maus intencionados em benefício próprio.

Dito a introdução, vamos para o órgão que fiscaliza e pune tanto os eleitores, assim como, os candidatos. A dona Justiça Eleitoral!

A Justiça Eleitoral, a meu ver, vem desempenhando suas funções razoavelmente bem no que abrange, ou pelo menos no que deveria abranger, ou até onde os seus braços da lei permitem ir. Ela vem punindo, regulamentando e proibindo certas “informalidades” que os nossos “desajustados” candidatos vinham fazendo; como é o caso da poluição visual que ocorria até a década de noventa e o uso indevido do dinheiro para as campanhas. O outro lado desta moeda, a contra partida, é a forte campanha para com os “desajustados” eleitores de que “seu voto é indispensável”. E mais uma vez, de fato é isso mesmo, porque se deixar por nossa conta, de irmos até as urnas sem a obrigatoriedade, com certeza, acabaremos tendo uma participação medíocre na escolha dos nossos candidatos para gerir o Brasil. Iríamos à praia, faríamos churrasco com a família, passeios em shopping ou qualquer outra coisa e... adeus votos!

Mas a Justiça Eleitoral bem que poderia ser mais completa sim, se seus braços pudessem ir um pouco mais longe, um pouco mais além do que apenas regulamentar e punir em épocas de campanhas. Ela seria muito mais completa e proveitosa para todos nós se fosse um aprendizado contínuo e ininterrupto.

Basicamente seria um novo modelo de democracia, porém a meu ver, mais justa!

Esse aprendizado do qual me refiro, iniciaria nas escolas já lá na primeira série com a volta de matérias como “Estudos Sociais” que os políticos “malandramente” tiraram da grade curricular há muitos anos atrás, creio eu, que em meados de 87. E vocês caros leitores, podem questionar que crianças com sete anos não tem condições de acompanhar uma matéria destas! Engano seus, respondo eu; estes “danadinhos” são muitos mais espertos do que nós pensamos e sabem cada coisa hoje em dia! Além de que, existe a pedagogia para isso, ou seja, adequar o ensino em questão às idades.

Continuando, inclusão de matérias como ciências políticas já na quinta série e porque não criar de vez a profissão “político” já que pagam tão bem - candidatos ao curso não ia faltar nas universidades. Pelo menos assim, teríamos para candidatos a cargo políticos, pessoas preparadas, qualificadas e bem intencionadas. E não essas politicagens que temos desde sempre!

A princípio pode lhes parecer injusto para com os menos favorecidos, ter que cursar CINCO ANOS (e não menos que isso) uma faculdade de “ciências políticas”, especializar-se depois em um determinado assunto da política (administração política e financeira específicas para municípios, estados ou para o governo federal) para então, só depois, poder prestar concurso público e se passar, aí sim, poder filiar-se a um dos diversos partidos que temos hoje e somente para depois poder concorrer às eleições. Ser realmente merecedor de um dos mais cobiçados cargos públicos da atualidade – a de político!

Porém, não saem dos cofres públicos bilhões de reais destinados à campanha eleitoral. Bilhões desviados em manobras inescrupulosas, superfaturamento em obras faraônicas que não se concluem ou que não vão á lugar algum? Então, desperdícios esses, que se canalizados e bem aproveitados, os menos favorecidos terão sim sua vez, de estudar em uma faculdade específica para formação de políticos.

Só assim, a democracia prevalecerá para todos. Só assim, viu “dona Justiça Eleitoral”, teremos candidatos á altura de um país como o Brasil; grandioso, justo, estável e inatingível. Só assim, os eleitores também terão conscientização política, interesse em participar, cobrar e acompanhar nossos cofres públicos.

Ora bolas, as empresas privadas não escolhem os melhores dos melhores para compor seu quadro funcional e assim poderem gerir suas finanças, dificuldades e obrigações perante as suas concorrentes? Por que cargas d´águas nossos partidos políticos de hoje tem que ter no seu quadro funcional colaboradores despreparados, mau intencionados e totalmente desprovidos de “qualificação” para administração pública?

Ao contrário, com “esse novo modelo de formação e conscientização política” os partidos políticos brigariam para ter os melhores candidatos e quem sabe assim, estes partidos pobres e medíocres de hoje, deixariam de competir entre si, passando a ver o bem estar de algo muito maior e grandioso que é o nosso grandioso Brasil! E não, apenas encher suas meias e cuecas de dinheiro roubado dos abusivos impostos que o governo brasileiro e a Receita Federal (que fiscaliza) nos impõem a todos nós brasileiros.

Dito pelo dito gente, votar é muito importante e imprescindível para que o Brasil sobreviva e possa concorrer com outros grandes países do chamado primeiro mundo, além de outros que estão emergindo. Só assim, passaremos também a ser de primeiro mundo.

Mas para isso, nós brasileiros, todos sem exceção, primeiramente temos que começar a sonhar, desejar e cobrar o que qualquer cidadão de primeiro mundo faz; NÃO QUERER LEVAR VANTAGEM EM TUDO, RESPEITAR AS LEIS, PAGAR SEUS IMPOSTOS E PRINCIPALMENTE, COBRAR UMA TRIBUTAÇÃO JUSTA PARA QUE SEJA POSSÍVEL À TODOS SALDAR SUAS OBRIGAÇÕES PARA COM O “ESTADO MAIOR” E PARAR DE "ROUBAR" PUTA QUE O PARIU!!!!

Pronto, desabafei!

Ah! Só mais uma coisa: estamos no século XXI e esse modelo de candidato de hoje não serve mais! Então, pelo amor de Deus, mudem e parem de sair em campanha abraçando crianças, visitando pobres... coisa de terceiro mundo pessoal!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Mulher e Aço Forjados



Pede-se: gentilezas
Gestos e sutilezas
De uma natureza
Quase sempre máscula.

Mas onde está ela
Aquela que se farta
Desmancha-se
Diante do seu declamador?

Mais uma vez pede-se:
Questionar modos e
Cortesias, gestos e
Sentimentos...

Mas onde está ela
Cuja ninfa se aconchega
Olhos insaciáveis diante
Do seu poeta?

Oh mulher! ...

Exclama o outro lado;
Aquele, cujas palavras
Transcreve em folhas
Que caem num outono desabitado.

Poemas, sonetos e
O que mais restou...
De uma época quase sempre,
Agora, nostálgica.

O delicado e a graciosidade
Se fundem com o aço
Já nem mesmo as cortesãs
Tem mais o seu charme.

Mulher e aço
Forjam a nova natureza,
Desdenha a outra aquela
Agora, Amazonas do novo mundo.

A outra aquela
Não sabe, não conhece
Apenas espreita
Para depois, mais uma vez, sofrer.

Assim, ela questiona

Os por quês
Da falta de cavalheirismo
Da indiferença e do desafeto.

Oh mulher! ...

Exclama o outro lado,
Aquele, cujos gestos
Declama em seu coração
Único ouvinte de fato.

Poemas, sonetos e
O que mais restou...
Para quem declamar
Se não para o acaso.

domingo, 15 de agosto de 2010

O Beijo

A flor,
Pede ao seu poeta
Que lhe fale do beijo.
Mas o poeta
Que nunca beijou
Chama o beija flor.
O beija-flor,
Que tanto beijou
Não sabe de qual beijo falar...
A flor,
Pacientemente aguarda
Que lhe falem do beijo.
O poeta, então
Chama a abelha
Que também, tanto beijou.
A abelha
Sabiamente lhes diz
Que o beijo é único,
Especial e virtuoso.
Também podendo ser
Vigoroso ou afetuoso.
Mas que para ambos
Tem que sempre, haver amor!
A flor,
Que também nunca beijou
Ainda continuava sem saber do que falavam.
O poeta
Deposita todo seu amor
Em um único beijo em sua flor.
E a flor,
Extasiada com o beijo
Fecha-se de vergonha.
Tão logo fechou; se abriu novamente.
Certamente, diz a abelha
Ao seu amigo beija-flor,
Nesse beijo houve muito amor!

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Mundo apressado!

Hoje eu vejo em seus olhos o cansaço
Que há muito eu sinto em mim.
De passos apressados,
Noites mal dormidas,
De um ano que chega ao fim
E ninguém viu ao certo o que passou.

Se hoje já é sexta,
Amanhã certamente já será outra vez!
Porque por onde passo
Só vejo passos apressados
O que faço ou o que não fiz
Tudo o que sei é que estou neste mundo apressado.

Muitos anos de vida
Ou quase nada para alguns!
Somo apenas céus acinzentados
Sob concretos indefinidos.
Vejo uma multidão aglomerada
Apenas pessoas que vão e vem,
É como eu sempre digo
Este é um mundo muito apressado!

Em outras épocas,
O mundo não tinha tanta pressa.
Caminhava a passos lentos,
Aos trotes ou a galopes.
E eu bem que poderia ver a sua face
Ou até ouvir os seus sussurros,
Mas o que posso fazer se não vejo você?
Vivo num mundo muito apressado!

domingo, 1 de agosto de 2010

Amor à moda antiga.

Sob o olhar abatido de um velho homem
Distintamente com seu chapéu de feltro
A saudade do amor à moda antiga
Bate forte em meu coração.

Sob a luz fosca da lua distante
Ficou um tempo saudoso,
Um tempo que não volta mais
E a pergunta que dói em meu peito.

Pergunto para o velho homem
Com seu chapéu de feltro:
Onde está aquele abraço afetuoso e
Gostoso do jovem casal?
Onde está aquele primeiro beijo terno, suave
Depois de tantos encontros?

Onde velho homem?
Onde lua fosca?

Aquelas mãos que quase não se juntavam,
Mas que quase sempre se resvalavam uma na outra.
Os olhares que se encontravam tímidos,
Porém, ávidos brilhantes e de um afeto sem igual!

E pergunto novamente velho homem
Onde ficaram aqueles dias infindáveis
Que antecediam ao seus encontros?

Nem ele e tão pouco a lua fosca me respondem...

Apenas um silêncio paira em seus olhos fixos para a lua fosca.