Seja Bem Vindo!

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sábado, 31 de julho de 2010

Alonsinho, o bebê chorão!

Esse Alonso não passa de um sonso! Fiquei imaginando o Fernandinho Alonsinho quando ainda menininho, depois daquela pirraça que ele fez enquanto não conseguia fazer a ultrapassagem em cima do Felipe Massa, mesmo com o carro todo desequilibrado tentando manter o primeiro lugar! (vocês acham que se Alonso tivesse a competência para ultrapassar o Massa, precisaria da ordem da Ferrari para que isso acontecesse? Quem sabe, chega, ultrapassa e pronto!)

Tentem imaginar agora comigo o Fernandinho Alonsinho ainda menininho lá com seus cinco aninhos... faz uma forcinha! Quer uma ajuda? Então vamos lá.

Se olharmos sua fisionomia de hoje, percebe-se nitidamente que ele tem bochechas de gordinho. Sua boca alongada, demasiadamente inclinada para baixo no final, faz-nos lembrar de uma boca chorona. Somado a sua cabeleira farta, negra e espalhafatosa com um bonezinho em cima, nem precisa muita imaginação para visualizar no que dá: um bebê chorão!

Ele é reclamão, pirracento, tudo ele quer do jeito dele... porque se não; ele bate o pé, deita no chão e abre o berreiro!

Foi assim quando o Wilsinho Fittipaldi recebeu a ordem para bater o seu F1 e ele levar vantagem na entrada do Box com a entrada do safety car. Foi assim noutra prova em que o Lewis Hamilton passou antes do safety car e ele não - diga-se de passagem, que Alonsinho chiou pra caramba no rádio para a sua equipe que Hamilton havia levado vantagem sobre os demais e ele não! Até que puniram o Hamilton. Porém, nesse caso ele não foi feliz, até porque, mesmo o Hamilton pagando a sua punição, ainda assim, voltou à sua frente! Imaginem a cara que ele não fez dentro do seu cockpit?

Ele chia de tudo! Ele está mais preocupado em ver o que os outros estão fazendo do que pilotar o seu F1. E vendo por esse lado, com certeza ele foi também aquele mané da sala de aula que dedurava os seus colegas:
_ Fessora! O Hamiltinho jogou papel no chão! – diz o pequeno mau-caráter apontando o seu dedinho para o Hamiltinho.

E não sou eu quem está dizendo que o pequeno prodígio é mau-caráter não! Palavras do próprio lendário, tri-campeão, nada mais e nada menos, que o Laudinha!

Nos tempos do Lauda, Emerson, Prost, Senna e Mansell, eles travavam suas batalhas de igual para igual. Quem não se lembra do Prost jogando o carro em cima do Senna e o Senna dando o troco depois?
Agora imaginem se o Alonso corresse no tempo destas grandes feras do automobilismo? Seria mais ou menos assim:
_ O Prostinho bateu o seu carrinho no meu! O meu queblô e eu quélo oto! Buáááá....
_ Diligentes da F1, põem o Prostinho de castigo!
Sem comentários...

As fãs de Alonso que me perdoem, mas carinha bonita em F1 não ganha nada, apesar dele ter sido campeão em 2005 e 2006 pela equipe da Renault sem muita expressão na época. Ninguém mais assistia o campeonato na era Schumacher! Com um monte de pilotos sem expressão, certamente o Alonsinho se aproveitou e fez um bom acordo com os cartolas da F1.
Mas aí apareceu o Hamiltinho e ele sumiu!

Ver o Alonsinho correr hoje é como assistir Dick Vigarista da Corrida Maluca da década de 70 (Desenhos da Hanna Barbera). Aliás, diga-se de passagem, que o carro do Vigarista era de número zero. Então um zero bem grande para o Alonsinho também! Coisa mais feia falar para a equipe que Massa estava ridículo na pista enquanto ele atrás sem conseguir a ultrapassagem!

Vai se ferrar Alonsinho! Você e a Ferrari, porque com isso quem perde é o Circo da F1... tá ai, boa... Circo da F1; uma palhaçada só!

Se o Conselho da F1 não tirarem os pontos da Ferrarinha e do Alonsinho em Setembro...
_ Eu não quelo mais assisti a F1! Buááááá!
Simplesmente porque não dá mais para torcer por ninguém!

Amigos

Fala a verdade! Amigos, amigos - amizade à parte! Escrevi certo?
É, acho que não...
O “pessoalzinho” do casseta! Fala sério!

É mais que irmandade; é paixão única!
É mais que ombro amigo; é totalmente sem interesse!
Não é fora de série! É fora de estrada mesmo se precisar!
Não tem validade! É para sempre na maioria das vezes!

A coisa fede: o romance terminou e tá deprê, tomou pau na facu, o carro enguiçou lá na pkp, a mulher te pôs pra fora de casa, tá bêbado, cagado, vomitado... seja o que for e faça sol ou chuva, seja dia ou noite, feriado prolongado ou nas férias, o amigo tá lá pra ajudar!
Que coisa!

Já tive amigo que entrou em briga feia só pra defender outro amigo dele, que tava tomando um cassete daqueles de cinco caras! E pior, apanhou junto! E depois de algumas semanas, entre uma cervejinha e outra no barzinho, riam muito, embora os hematomas ainda lhe dissessem da péssima idéia de ter se lançado na briga.
_ Amigo meu não apanha sozinho não! – diz ele com o olhar cheio de orgulho.
Vai entender? Coisa de amigo!

O foda mesmo é quando a amiga fica com o namorado da amiga ou o amigo com a namorada do amigo! Barraco na certa!
E mesmo assim já vi caso em que o casal se desfez para sempre! Mas a amizade dos dois amigos perdurou por anos a fio!
_ Você me salvou daquela vagabunda amigão! – diz o corno pro amigo depois de apenas duas semanas da consumação.

Nesse caso em específico, vou abrir um parágrafo a mais, até porque é merecedor de uma explicação. Pensem bem vocês cá com os meus botões! O cara ama a garota, tem o amigo em alta consideração e esse amigo vai lá e pimba na gorduchinha dele. E depois mais calmo ele entende que o amigão fez aquele “sacrifício” para lhe mostrar que a “mina dos seus olhos” estava dando pra todo mundo lá na faculdade! Até hoje não sei quem é mais amigo aí nessa estória; se ele que perdoou o cara, ou o cara que fez o sacrifício!
Isso que é amizade!

Eu mesmo, em particular, tenho uma para ser contada! Nesse caso eu, claro! (o atormentado no papel principal) e a minha incansável amiga, a Anita (no papel de atriz principal). Para ela eu tenho que tirar o chapéu! Conhecemos-nos já há uns... não me recordo do ano... meados de 94,95... foi lá na escola técnica de contabilidade (viu como eu sou do peru! Nem isso eu lembro). Faz tempo! Bem, como iniciei, tem a ver com a persistência dela, porque eu sou danado pra pisar na bola! Já perdi não sei quantos aniversários dela, lugares que a galera combinou e só eu não estava lá, shows que foram marcados e eu esqueci... putz! Se fosse qualquer outro já tinha me deletado há muito tempo. Mas ela não! Sempre deixa um recado, pergunta, marca novos aniversários. Enfim, nunca me esquece de colocar na sua listinha de convidados. Inda bem que não sou o noivo dela! Já pensou eu não aparecer no casamento! Aí também seria demais.

Mas não é só com ela não que eu furo. Quem é meu amigo sabe que Deus não me deu um GPS. Paciência.
_Seu furão! – ela sempre diz depois que eu reapareço.

Bem, por aí vai... Caso você também tenha algum caso para ser contado entre amigos, o momento é esse!
_ Vamos lá, desembucha amigão! Conta-me tudo e não me esconda nada! Hein...

Abraços a todos os meus amigos e inclusive para aqueles tranqueiras lá da época do colegial que me tiraram da cadeia! Ah, essa eu não conto!
Fui!

Escola de Rock

Foram mais de 60 dias de contagem regressiva na sua cabeça para o dia do show. Na véspera são os apetrechos para o visual. No dia fica a contagem regressiva em definitivo - o banho e a troca de roupa ao meio dia e vinte depois de uma manhã de trabalho. Depois a espera de dois “busão” que nunca apareciam para poder chegar até São José dos Campos e você pensa que não vai dar tempo. Enfim a chegada ao local de partida em frente à agência de viagens em cima da hora e finalmente você avista aquele monte de cabeludos com a camiseta preta da sua banda preferida, cada qual com a sua gravura.

E é aí que você diz pra você mesmo:
_ Consegui puta que o pariu! Sem almoço, com sede e fedendo a suor, mas consegui!
E igualmente a você, foram mais de 60.000 pessoas tomando o mesmo rumo!
Você está prestes a entrar no ônibus com aquele mundaréu de cabeludos, tatuados, bebedores de cerveja também suados, vestidos igualmente a você com aquela calça jeans pra variar quase sempre velha e rasgada e camiseta preta. Você senta na sua poltrona e pega uma “breja” também para se refrescar e aí consegue relaxar.
Você ouve o som da ignição do motor e já relaxado pensa:
_ Agora é só chegar lá são e salvo!
São quatro horas de viagem dentro do busão curtindo o som da banda que você praticamente ouviu desde 1980 como programas ClipTrip com o saudoso Beto e o Capi, nos já extintos vinil e fitinhas k7. A marginal do Tietê pra variar travada, lenta e estressante, mas você está ali firme trocando uma “idéia” com seus novos colegas cabeludos ou carecas e tatuados, enquanto manda outra cerveja pra dentro.
O motorista desliga o busão, abre a porta e você sabe que agora só depende de você e mais ninguém. É chegar ao estádio com as suas próprias pernas, já com o precioso e caro ingresso na mão e finalmente entrar naquela “porra” pra curtir tudo o que puder, mesmo que careta e só com umas dez latas de cervejas na cabeça.
Contagem regressiva mais uma vez! São 18h30 e a banda só entra no palco às 21h30! Mas de boa, você já está lá dentro com seu lugar garantido, seja lá onde for, olhando para toda aquela estrutura que um mundaréu de pessoas passou a semana toda montando, só para que você pudesse apreciar um show de qualidade.
Um pouco antes das 20h30 vem àquela chuva braba e você não está nem aí. É pra lavar a alma mesmo, você pensa mais uma vez!
E de quebra entra o vocalista do IRA que é um ícone dos anos 80 também! O Nasi canta Raul, canta Camisa de Vênus e manda bem mais uns covers que faz você voltar no tempo mesmo, lá nos oitentão!
As luzes se apagam mais uma vez e o coração acelera! Você sabe que agora é a banda quem vai entrar! A platéia histérica grita, assovia, levanta os punhos tudo para saldar os caras mais veio do planeta! Afinal, são quase 40 anos só de carreira dos caras, desde 1973.
No telão “um puta” de um clipe aparece nos telões que estrategicamente colocaram para que todos pudessem apreciar por igual, para não perder nenhum detalhe mesmo – é o Rock ‘n’ Roll Train; música nova da banda, mas que a galera já sabia de cor!
Bom, aí é só uma curtição atrás da outra! Fora a presença marcante de Angus Young e a voz estridente e inigualável do Brian Johnson que tiveram um palco à altura da banda, com seus canhões, a Rosie de lingerie, a locomotiva soltando labaredas de fogo o tempo todo e o sino de Hells Bells! E para finalizar um espetáculo à parte com fogos de artifícios que encheram os olhos da galera.
O que fica depois; a sensação do dever cumprido, o fato de você ter tido a graça e a felicidade de ter estado ali quando muitos não puderam, a alegria de ver os caras mais veio com uma performance de adolescente se dedicando a um público fiel e carente de bandas boas hoje em dia.
Para mim, faltou tocarem “Money Talks”, para o meu irmão não tocaram “Jail Break” e para o meu filho “foi do kct”. Mas e daí? Os caras mandaram bem, fizeram o dever de casa e deram uma aula de rock! Provaram mais uma vez que ser “veio” de estrada não atrapalha em nada, pelo contrário, só aprimora o que você já sabe. Basta ter força de vontade e é claro que um baita de um talento pra tocar guitarra como Angus Young - que com seus dedos mágicos o “véio” esmerilhou e de praxe fez um strip super divertido e inocente.
AC/DC não tem nada a ver com “Antes de Cristo, Depois de Cristo” ou qualquer outra bobagem como muitos dizem por aí. É só mais uma banda bacana que nasceu em meados de 1973 com o propósito de fazer música boa, rock ‘n’ roll puro mesmo. E graças aos seus talentos, dedicação e perfeição tornaram-se uma lenda do rock!
"Alternating Current/Direct Current" (ou, traduzindo para o português, Corrente Alternada/Corrente Contínua), que os irmãos Young tiraram de uma plaquinha da máquina de costura da irmã deles. Aliás, tem tudo a ver sim com a energia de Angus no palco!
É isso aí! Show para ficar na estória mesmo! Eu fui e agradeço a Deus por ter me dado essa oportunidade, mesmo sendo contraditório. Só vi gente com os mesmos objetivos, com a mesma energia, ou seja, o de curtir um puro sangue, um puro rock ‘n’ roll. Vi por lá a coisa sendo bem feita, com carinho, dedicação por pessoas anônimas que trabalharam muito para que tudo desse certo. E deu! Como deu!
Parabéns aos integrantes do AC/DC e a toda sua equipe técnica.

AC/DC eu fui!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Amor de mulher!

O amor de uma mulher é incrivelmente belo,
Único, evidente e transparente
Mas essa mulher tem que ter mais de trinta anos
Assim, esse amor é o próprio fruto pronto, maduro...

Pobre do homem que a tem e não sabe
De nada valerá todo o seu tesouro,
Todo o seu conhecimento,
Toda a sua vida pela frente...

Não falo de amor de mãe, amor de irmã ou amor de amiga...
Falo de amor de mulher mesmo;
Despida, sexy, vulgar, extrovertida
Esta sabe o que quer, sabe encantar e conquistar!

Falo daquele amor que você a vê através dos olhos dela
Aquele amor que inflama e sacode tudo!

Pobre é o homem que nunca a teve
Pois de nada lhe valerá todas as suas conquistas
Se delas não tiver o seu amor

Ter muitas, conquistar muitas, isso qualquer homem faz...
Mas se este homem tiver o amor de uma mulher
Uma única vez que seja; ele saberá a diferença e
Fará de tudo para não perdê-la.

De que adianta ao homem conquistar várias mulheres
Se ele nunca conquistou várias vezes a mesma mulher?
Pobre diabo, dirá ele de si mesmo em seus últimos dias em seu leito...

O amor de uma mulher você sabe, reconhece, sente
Quando a sós, em seu leito, ela se entregar
Inflamar, queimar e arder...

Para o amor de uma mulher você dá tudo de si
Você até morre por ela...
Singular será o amor de uma mulher
Ao homem que ela escolher para tê-lo para todo o sempre

A ele será como ouvir Aleluia de Haendel toda vez que tocado por ela
De sentir cada nota, cada vibração, cada sabor
Adagio de Albinoni nos braços dela depois...

Ah! Pobre coitado de quem nunca teve o amor de uma mulher
Não tê-lo visto através de seus olhos
Não tê-lo sentido aos seus toques
Não tê-lo tido só para si.

Ás mulheres com menos de trinta resta apenas esperar,
Olhar e aprender...
Á estas o tempo chegará e então elas saberão
A nós meros homens mortais
Resta apenas ser escolhido por apenas uma delas
E tudo se consumará...

Super Heróis existem!

Outro dia vi um super herói! Verdade gente! Não sonhei não. Sinceramente, tenho visto quase todos os dias...

Para ser mais exato, era uma super mulher. Parecia a Mulher Maravilha de tão linda que era! E tinha algo de mulher biônica também... Curioso não, ver algo assim hoje em dia, quando as crianças mal acreditam em Papai Noel ou coelhinho da páscoa.

Ela é imune a doenças, apesar de ter algumas sérias. Mas os efeitos dessas doenças não a afetam em nada nela. Incrível não!

Ela é muito rápida também, fazia muitas coisas ao mesmo tempo, chegando a ser bem mais rápida que o The Flash. Aliás, ele ia parecer uma tartaruga perto dela. Ela acordou cedo – umas oito horas no máximo, fez suas orações, lavou louça, preparou o almoço, lavou roupa, tomamos café juntos enquanto ela contava algumas coisas para mim, deu uns conselhos e orientações, escutou com atenção também o que lhe contava, preparou sua marmita, deu uns telefonemas, tomou banho, trocou de roupa, e pasmem! Ela saiu para o trabalho eram umas dez para nove no máximo! Como conseguiu!

Ela ainda dá atenção para sete filhos, sabe de tudo sobre eles, da suas vidas, de como andam, onde estão. E como se não bastasse, ela ainda acompanha e ajuda cada nora, cada genro, cada um de seus seis netos, ou são oito... Bom ela sabe com certeza – me parece que ela tem a memória do Aquaman também. Ainda olha e cuida do seu esposo do jeitinho que ele é, “trapaido” que só vendo!

Entende de política, assiste a filmes, novelas e shows na televisão, além de conversar com qualquer um sobre qualquer assunto; coisa que nem o próprio Batmam faz com toda a sua intelectualidade.

Não sei se ela conseguiria sem os seus super poderes fazer tudo isso, ainda mais nesse século em que vivemos hoje em dia tão tribulado! Ela ainda, além do trabalho na escola que não é fácil, tem a sensibilidade de orientar, educar e ajudar os aluninhos mais problemáticos da escola. E tem mais; ela tem uma loja de trajes a rigor – olha a propaganda gente! Telefone 12 3956-9196. Mas voltando, ela também cuida de um coral da igreja e costura muito também! É auto didática igualmente ao Capitão América, pois ela aprendeu sozinha a fazer cada bordado e cada vestido de noiva!

Além de tudo isso, como se não bastasse, ela ainda fala várias línguas. Uma em especial que pouca gente fala. Coisa que eu nunca vi em outros super heróis da Marvel! Ela fala assim:

“_ Pega aquele briguete em cima da coisa e põe no negócio. Você entendeu alguma coisa? Eu não?

E quando ela vai me chamar um dos filhos e fala os nomes dos meus irmãos todinhos, para só depois falar o meu. Parece que ela reza uma ladainha para todos nós antes...

Bom agora vocês já sabem quem é essa super heroína. Minha mãezinha, claro!

Essas mães; vou te falar. Elas são super mesmo! Tem cada poder de fazer inveja na gente. Além de tudo isso, sabem como ninguém fazer bolos deliciosos, doces, lanchinhos, café da tarde, almoço de fim de semana para um montão de gente e depois vem a segundona para elas! Começar tudo novamente.

Ah! Ia me esquecendo, ela tem a força do superman também. Mexe com um de seus filhotes ou netos para ver o que ela não faz! Nem o incrível Hulk chegaria perto dela.

“Mãe é o nome de Deus na boca das crianças” – tirado do filme O Corvo.

Menor abandonado

Você já olhou bem nos olhos ou nas feições de um cão sarnento, vira-lata, famélico de modo os lados da sua barriga encostar uma na outra, talvez já com cinco, sete ou dez dias sem comer nada de substancial, a não ser restos de lixo, migalhas azedas já com vermes, tiradas a força e a todo custo dos sacos de lixos. A língua de fora sedento por um gole de água, mesmo que seja água quente aquecida pelo sol escaldante do verão parada na sarjeta. Acha que é muito... Rolou uma lágrima? Nem comecei ainda!

O rabo enfiado no meio das pernas de tanto levar chutes, empurrões, “xôs”, “passa”, “vai te catar”... Os olhos tristes, vazios e desacreditados, sem expressão, sem esperança, sem rumo e sempre esperando o pior da vida. As orelhas cabisbaixas denunciando o medo eminente por nós, os únicos animais capazes e dotados de toda complexidade e inteligência da qual Um Criador designou-nos para que tomássemos conta de toda a sua criação; que indiferentemente insistimos em escorraçar esses pobres coitados jogados a sorte neste mundo incrédulo, egoísta, agitado, apressado, inseguro, insano, desumano ao ponto de pais matarem seus próprios filhos e vice-versa.

Outro dia e porque não dizer quase todo dia, encontrei um destes. Devia ter uns quatro para cinco meses de vida e já apresentava os mesmos sintomas de um vira-lata já adulto e calejado pelos anos de abandono e maus tratos. Esse pequeno e indefeso tinha o pelo marrom claro e sem nenhuma mancha, focinho curto e corpinho espichado parecendo um primo pobre e distante de algum basset. A barriguinha funda de fome e ao mesmo tempo abarrotada de vermes. O rabinho no meio das pernas e as orelhinhas ora em alerta por causa dos pesados carros que assombravam a Avenida Pensilvânia, ora cabisbaixa pelo medo dos passos apressados dos humanos indiferente na calçada. Pude ver ainda em seus olhos aquele olhar de lambeta, de quem pretende fazer muitos amigos. Pobre coitado; pensei eu: _ Se ninguém o adotar... Tentei persuadi-lo a ir até em casa, como sempre faço, para lhe oferecer um pouco de água fresca, quem sabe algum filé roubado da geladeira da minha mãe e depois de um bom descanso, banho e uma visitinha básica num veterinário quem sabe um lar – eu sempre consigo um lar adotivo, mas são tantos! Porém, o seu medo foi maior que as minhas palavras ingênuas na tentativa de atraí-lo para casa da minha mãe: _ “bebê bonitinho, vêm com o papai...”. Ele até tentou! Seu rabinho chegou a dar umas abanadinhas, mas ao me aproximar acabou ficando desconfiado e atravessou a avenida apressado. De certo já havia levado muito chutes por aí.

Teve outro dia, que estava degustando um senhor “x egg salada” de um carrinho de lanche e me apareceu um quatro patas bem grandão, perdido, com aquele olhar de pidão que só eles sabem fazer. Seu faro apurado degustando no lugar da sua boca enorme cada item do meu saboroso lanche. Não resisti e comecei a dar pedaços e mais pedaços pra ele, o qual os engolia prontamente sem ao menos dar uma mastigadinha. Pensei: _ Vai com calma amigão! Foi quando o dono do trailer esbravejou comigo!

_ Para de dar pro cachorro que depois ele acostuma e vai ficar aqui enchendo o saco!

_ E eu com isso! – retruquei prontamente. Isso é problema seu. O meu é dar de comer a ele! E se eu o ver maltratando, chutando algum vira-lata taco fogo nesse trailer com você dentro que não vai nem saber quem foi! Arrematei injuriado.

Sorte a minha o dono do trailer ter ficado calado, porque o homem era grande! Bom, pra concluir essa aventura de homem valente, o cachorrão acabou comendo todo o meu lanche e depois me deu uma bela lambida na minha mão enquanto eu fazia um cafuné em baixo da sua boca. E a minha fome? Eu fui pra casa pegar alguma sobra da geladeira.

Já pararam para pensar como é interessante a lambida desse bicho em especial? Mesmo um vira-lata sarnento sabe agradecer quando você dá de água para ele beber! Ele te olha nos olhos, dá àquela lambida encharcada em alguma parte do seu corpo, rosto, mão, braço e depois cai fora.

E já pararam para pensar em como eles resgatam a confiança em nós humanos novamente e sempre que for preciso, mesmo depois de tantos anos de maus tratos nas ruas, chutes, água fria no cangote, bombinhas em suas caldas colocadas por diabinhos sem remorso. Bastam uns dias na sua casa, um bom banho, remedinho para vermes e vacina anti-rábica, comidinha simples e quentinha, água fresca e um cantinho com sol e sombra para ele descansar seu velho e cansado esqueleto para que ele o tenha como o seu dono! Ele o defenderá, atacará qualquer um que queira fazer mal a você ou entrar em sua casa sem ser convidado. Ele o terá no mais alto conceito e você será para ele tudo nessa vida!

Realmente eles são dependentes e sempre o serão. Costumo dizer que se você quer uma criança que não cresça jamais, tenha um cachorro.

“Ah... mas eles mordem!” E mordem mesmo! Mecha com um de seus filhos para ver o que você não faz com o indivíduo! Dê-lhes carinho e amor e os terá em dobro todos os dias. Terá sua lealdade, companheirismo, seu eterno olhar de que estou aqui amigo para o que der e vier. Escolhi você para ser meu dono porque você me entende e me aceita do jeito que eu sou. Farei festa sim todas as vezes que você sair e voltar para mim, mesmo que vá até ali na padaria e volte depois de alguns minutos!

Se ao menos rolou uma lágrima, ótimo. Ou se, apenas ficou emocionado, parabéns – você ainda é humano. Caso contrário, não tem importância, basta apenas não judiar; você pode até ser indiferente, mas não os maltrate.

Agora, depois de conhecer um pouquinho o dia-a-dia destes bichinhos indefesos das ruas, imagine você olhando direto nos olhos de uma criança com pouco mais de quatro anos de idade, fuçando lixão para conseguir alguma coisa para comer! Isso vai mudar quando gente? Ou só vai piorar de como já está?

E viva o consumismo!

Brindemos a Vida!

Ontem eu vi uma coisa que me deixou perplexo, de boca aberta literalmente! Diria até que de queixo caído. E não foi Jesus descendo dos céus não! E tão pouco foi algum noticiário sobre Bin Laden ... embora que, em parte, o assunto tem um pouco haver com essa “persona”.

Mas foi algo que me fez pensar mais um pouco sobre o assunto lá em casa, já na minha cama em baixo dos cobertores e de pança cheia pra variar, enquanto ouvia músicas do Pink Floyd para adormecer mais rápido. Mesmo tendo refletido o episódio durante o dia todo, revisto em câmera lenta as imagens em minha cabeça por diversas vezes enquanto tomava um ônibus de volta para o escritório ou mesmo enquanto andava pelas ruas agitadas da minha pacata cidade voltando para casa já quase noitinha. Neste dia passei até a olhar para as pessoas de um jeito diferente! Não sou muito de olhar para os rostos das pessoas enquanto caminho pelas ruas, mas neste dia, olhei e as encarei mesmo. Olhava em seus rostos para ver se achava alguma resposta em suas fisionomias ou algo em seus olhares que me desse um sinal para entender o que eu tinha visto. Umas mais bonitas e outras nem tanto. Umas bem vestidas e arrumadas, outras nem tanto. Umas grandonas, outras nem tanto... Umas sérias e outras nem tanto. Algumas delas desviaram o olhar e outras ficaram ali firmes. Bom, entre umas e outras acabei num barzinho perto de casa! E enquanto eu tomava umas e outras, continuava pensando no que tinha visto.

“Mas pelo amor de Deus! Conta logo a porra do que você viu e para de enrolar!” Vocês devem estar com estes pensamentos agorinha. Não estão não? Estão sim...

Mas foi exatamente assim que eu me senti depois de ver o que vi gente! Não podem ter um pouquinho de paciência não?

“Conta puta merda; se não vou parar de ler esta porra!”

Para não! Espera; que eu conto! Vai valer a pena no final. E depois, você vai acabar igualzinho a mim. Na sua cama quente, debaixo do seu cobertor e com sorte de pança cheia que nem eu, refletindo no que relatei nesse primeiro episódio nosso.

Mas o que vi conto já - já! Enquanto não conto, vou contando as coisas que pensei o dia todo!

Neste dia em especial, depois de ter visto o que só eu vi, refleti sobre a vida. De como ela pode ser frágil e ao mesmo tempo tão forte e tão poderosa. Um dia a gente está “vivinho da silva” e no outro pode não estar mais! Não é assim?

Às vezes os noticiários relatam que um montão de gente morreu ao mesmo tempo, seja por guerra, queda de avião (ó o Bin Laden aí – não disse que ele ia aparecer!), epidemia, terremoto, furacão ou outra coisa qualquer. A gente pasma na hora e o assunto acaba sendo a ordem do dia! Pronto! Você só ouve aquila merda o dia todinho, a semana todinha e depois de há muito esquecido, eles fazem questão de relembrar à você tudo novamente no último dia do ano, quase pertinho da virada, naqueles porcarias de “retrospectiva”. Para depois cair no esquecimento de todo mundo mais uma vez.

E assim, nós vamos levando. Nós vamos sobrevivendo como se diz muito por aí. Uns não tão bem como queriam ou como programaram. E tem aqueles que vão bem pra caramba! E não dá de certa forma uma invejinha em alguns momentos da vida da gente – (principalmente quando a gente tá naquele dia aperreado com contas pra pagar e já vencidas, digam-se de passagem quase todas vencidas, o sol cozinhando os miolos, a boca sedenta por um gole de um refrigerante geladinho e você pensa: “_ Ou tomo o refrigerante geladinho e vou a pé para casa ou não tomo nada e vou de ônibus para casa e chego lá mais cedo.”) é quando vemos aquele ou aquela sortuda dirigindo aquele carrão com ar condicionado que só com o dinheiro da venda dá até pra gente comprar a casa do sonho de tão caro que é o trem do afortunado! Eu ás vezes tenho essa dorzinha de cotovelo! Você não?

A verdade é que enquanto tivermos saúde estaremos ali na frente das trincheiras da vida, seja a pé, de carrinho ou de carrão, de limusine ou de jatinho particular. Estaremos firmes ou meio moles para o que der e vier! Lutando por interesses coletivos, pessoais ou em prol da sua família. Estaremos abrindo os olhos e colocando os pés no chão todos os dias para avançar mais um degrau da vida, seja ela fácil ou difícil.

E assim é a vida que quase sempre não sabemos como vai terminar ou começar uma nova. Para aqueles que já sobreviveram a situações de vida ou morte, seja numa cama de hospital enfrentando uma cirurgia pesada, seja saindo de um acidente inacreditável onde saiu ileso ou simplesmente porque numa troca de tiros com a polícia o dito cujo preferiu se entregar e aceitar uma vida na cadeia só para viver um pouco mais, sabem exatamente do que estou falando.

Sobrevivência é um dom! É um desejo que vem não sei da onde, de dentro ou de fora de nós, que faz com que a pessoa grite por dentro nas horas em que tudo parece perdido, mesmo que tenhamos cem por cento de certeza e porque não dizer a palavra “absoluta” de que não vamos sair daquela com vida. E mesmo assim, uma voz interior clama para continuar vivo! Uma máquina frágil e complexa, que depois de séculos e séculos não conseguimos entendê-la por completo e talvez nunca cheguemos a entendê-la! Muitas coisas a serem descobertas sobre ela, muitos reveses e pra não complicar mais nem vou entrar no mérito de termos ou não termos uma alma imortal; se não o papo toma outro rumo!

Mesmo quando falamos ou ouvimos alguém, ou algum programa trás à tona assuntos sobre o fim do mundo, continuamos firmes ali no nosso dia a dia, trincheirando cada pedaçinho de centímetro quadrado para nos mantermos simplesmente vivo e o mais inteiro possível! O fim do mundo... tanto mistério e paradigmas em volto deste assunto que nós assustamos com o que pode ser este fim do mundo. Quando será? Como será? Bom ou ruim? Cruel e desumano? E se for falarmos da besta solta chuchando a gente então, aí é que a merda fede! Zumbis comedores de gente... melhor para por aqui!

Mas uma coisa é certa, a de que com fim do mundo ou sem fim do mundo, todos nós sem exceção, desejamos lá no íntimo viver até o fim ou até onde a gente agüentar dependendo da situação.

Foi isso o que vi e que me levou à uma reflexão mais profunda por todo um dia. Fazendo-me refletir sobre a vida em geral e principalmente pensar sobre a minha vida, no da minha família, parentes e amigos. E até na dos inimigos que não conhecemos ou se conhecemos não nos importamos até que a coisa torne-se pessoal; como é o caso da violência desnecessária que propagam os filmes, novelas e lamentavelmente nos desenhos também. A corrupção de gananciosos que deixam ao acaso e com o descaso nossas crianças serem traficadas, prostituídas e até mesmo violentadas moralmente todos os dias. Inimigos como o tabaco e o álcool que convivemos indiferentes e até “levamos numa boa”, mas bem a verdade, destrói lares todos os dias e entristece muitas esposas que acabam tendo que lutar sozinhas por sua família.
Ah! O que vi? Vou contar... (a mãe não!)

Vi um pardal! Ele passou por mim dando um vôo rasante, numa avenida vindo a se chocar em seguida na lateral de um ônibus da “Pássaro Marron” e depois, caiu no asfalto quente. Num esforço danado ele tentou alçar vôo novamente e acabou parando de baixo de um carro que passava vagarosamente atrás do ônibus – acho que escapou do pneu por um trisco mesmo! Pulou daqui e dali enquanto desviava-se de outros carros, até que conseguiu se aconchegar perto da guia. De certo, seu coração deveras bater igual às asas de um beija-flor naquela altura do campeonato! Foi quando eu parei de ser apenas um mero expectador e resolvi ir ao seu encontro ajudá-lo. Porém, surpreendentemente ou instintamente, pensando ele que eu ia lhe fazer algum mal, saiu batendo asa todo torto, conseguindo parar no galho de uma árvore. E ali ficou.

O resto é história para ele contar pro pessoal dele. Para mim, o que ficou foi a luta por mais alguns dias de vida que ele tem ou quem sabe quantos dias mais o sofrido pode vir a ter com a asa quebrada – não sei como iria se arranjar dali pra adiante. Mas o importante é que lutou com todas as suas forças para continuar vivo!

Acho que é por aí. Viver um dia de cada vez. E sobreviver da melhor forma que conseguirmos, claro que sem prejudicar os outros ou sugar seu semelhante. Mas esse assunto de como viver é para outro bate papo, outra oportunidade.

Como diz uma prima muito querida minha: “Se você não consegue ver um pardal por dia que têm tantos, você não viveu este dia.” Ou algo parecido com isso. Não me recordo direito no presente momento como ela fala.

Pensem nisso. E reflitam de como temos nos comportado conosco mesmo. Com a nossa saúde, com o próximo e no que nossos atos e atitudes irão refletir no coletivo. Afinal não respiramos oxigênio liberado pela respiração das plantas e soltamos dióxido de carbono para elas produzirem oxigênio para nós? Então, isso é a vida pessoal!

Boa vida a todos e brindemos sempre a ela!